Plano de previdência privada tem crescimento de 25%


As empresas de previdência privada aberta captaram R$ 8 bilhões no primeiro quadrimestre deste ano, num crescimento de 25% na comparação com o mesmo período de 2006, segundo informou Antonio Cássio dos Santos, presidente da Federação Nacional das Empresas de Previdência Privada e Vida (Fenaprevi). Já o segmento de seguro de vida evoluiu 11,69%, para R$ 3,3 bilhões no quadrimestre.

A carteira de investimentos - que inclui as reservas técnicas, as reservas livres, o capital de seguradoras e outros valores - do mercado de previdência complementar cresceu 25,85%, para R$ 109,7 bilhões, segundo a Fenaprevi, que representa 83 empresas que comercializam produtos de vida e previdência.

- O maior crescimento na previdência veio dos planos individuais, ficando claro que a população está cada vez mais consciente de que precisa se preparar para ter uma aposentadoria mais tranqüila financeiramente - disse Santos, também presidente das empresas do grupo Mapfre.

- Já em seguro de vida, o prestamista segue a explosão do crédito - acrescentou. No segmento de vida a concorrência está acirrada, mas há uma recuperação de preço. A guerra de taxas, segundo ele, levou o seguro de vida ao fundo do poço no ano passado e agora, com a recuperação das taxas, a carteira voltou a ter equilíbrio.

A captação do Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL), sem deduções tributárias, cresceu 34,58%, para R$ 5,4 bilhões no mesmo período de 2007. A Bradesco Vida e Previdência é a líder na captação deste produto, com 41% do total. A Itaú Vida e Previdência é a segunda maior, com 23%, seguida pela Brasilprev, com 8,21%, Caixa, com 7,6%, e HSBC, com 4,1%.

O Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL), que pode ser deduzido no Imposto de Renda, captou R$ 1,4 bilhão, variação positiva de 0,61% em relação ao registrado no primeiro quadrimestre de 2006. A captação dos planos tradicionais cresceu 22,26% no período, para R$ 1,2 bilhão até abril de 2007. Os outros produtos de previdência captaram R$ 4,190 milhões, queda de 53,42%. De acordo com os dados da Fenaprevi, os planos para menores cresceram 84,51%, consolidando captação de R$ 438,3 milhões. Os planos corporativos captaram R$ 1,5 bilhão, alta de 35,19%. Os planos individuais também tiveram um bom desempenho no período, com alta de 20,13% na captação.

O de acidentes pessoais coletivos registrou alta de 22%, para R$ 449,3 milhões no primeiro quadrimestre. Vida em grupo movimentou R$ 1,8 bilhão, com queda de 0,19%, e o vida individual R$ 256,1 milhões, alta de 25,19%. Os seguros de acidentes pessoais individuais somaram R$ 76,5 milhões, alta de 5,36% no período, enquanto os seguros que garantem pagamento de renda a eventos aleatórios tiveram prêmios de R$ 119 milhões, alta de 6,65%.

O Comitê Organizador dos Jogos Pan-Americanos Rio 2007 (CO-Rio) negocia contratar mais de R$ 700 milhões para se prevenir de diversos tipos de risco durante a realização dos jogos. Estão programadas cinco apólices de seguros, que terão custo aproximado de R$ 5 milhões. A principal é a de responsabilidade civil. Os contratos estão em fase final de negociação e deverão ser assinados pouco antes do início dos jogos. A abertura, no dia 13 deve receber 95 mil pessoas.

As seguradoras responsáveis pelo contrato, a Caixa e a Mapfre, juntamente com o CO-Rio, contrataram as corretoras de resseguros Jardine Lloyd Thompson (JLT), representada no Brasil pela Orypaba, e a inglesa Miller para a colocação de 95% do risco no exterior. O mercado de seguros brasileiro deverá ficar com menos de 5% do contrato de seguro com cobertura de quase R$ 700 milhões estipulados pelo Comitê Organizador dos Jogos Pan-Americanos Rio 2007 (CO-Rio), já considerando-se a participação do IRB Brasil Re. O pacote de seguros para os Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro é um dos mais completos já contratados para um evento deste porte.

JBOnline


JBOnline (25/06/2007)