Apólice de vida ainda é pouco vendida no Brasil


Apesar do grande apelo de garantir um certo alívio financeiro aos familiares por um período em razão da morte do chefe de família, o seguro de vida, líder de vendas em países desenvolvidos, ainda tem pouca representatividade no Brasil, onde o seguro de carro é o preferido dos brasileiros. Segundo estudo divulgado neste mês pela Swiss Re, a venda mundial de seguros chegou a US$ 3,7 trilhões em 2006, sendo US$ 2,2 trilhões em apólices de vida e US$ 1,5 trilhão em seguros de bens. Enquanto a penetração per capita de seguros de vida no Reino Unido chega a US$ 5 mil, no Brasil é de U$ 72. No Chile, com uma economia mais parecida com a brasileira, a venda per capita chegou a US$ 176 em 2006.

No Brasil, vida tem apresentado incremento nos últimos dois anos em razão da expansão do crédito. Segundo dados da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (Fenaprevi), os seguros pessoais - prestamista, educacional, vida individual e vida em grupo - movimentaram R$ 4,2 bilhões de janeiro a maio deste ano, alta de 12%.

No mesmo período, as seguradoras pagaram R$ 1,6 bilhão em indenizações, queda de 1,57%. A maior variação nas indenizações pagas veio do seguro turístico, com evolução de 123% até maio, para R$ 2,6 milhões. Com o acidente da TAM, ocorrido na última terça-feira, acredita-se que as indenizações na carteira de vida darão um grande salto nos próximos meses, à medida em que forem sendo pagas as apólices de vida aos familiares das vítimas.[7]
 
Vida em grupo tem a maior participação no mix do segmento, com R$ 2,2 bilhões em prêmios, uma retração de 0,46%. Segundo executivos, há crescimento no número de apólices vendidas, mas o faturamento apresenta queda em razão da concorrência do setor e de a alta vir de apólices de baixo valor. O seguro prestamista, que garante o pagamento de dívidas, foi o que mais cresceu, com 51,64% no período, para R$ 799,6 milhões. O seguro de vida individual cresceu 23%, para R$ 335,6 milhões; acidentes pessoais coletivo, 22%, para R$ 564 milhões; e o nicho de acidentes pessoais individual avançou 21%, para R$ 114 milhões. O seguro educacional movimentou R$ 7,4 milhões até maio. Os seguros de renda de eventos aleatórios somaram R$ 154,3 milhões, com alta de 9,77%. As apólices de seguros turísticos registram prêmios de R$ 4,961 milhões.


Seguros.inf.br  (20/07/2007)