Unibanco AIG lança plano com taxa decrescente


A Unibanco AIG Seguros lança hoje o Prever Max, um plano de previdência que tem regras mais flexíveis para as contribuições e adota taxa de carregamento decrescente. Os interessados terão de procurar um corretor de seguros associado à empresa, já que o novo plano não estará disponível nesse primeiro momento na rede de agências do Unibanco. "A iniciativa tem como objetivo revitalizar a prateleira de produtos oferecidos por meio de corretores", diz a superintendente da Unibanco AIG, Aline Coropos. Hoje, conta a executiva, esse canal representa não mais que 10% das vendas de planos de previdência.

O Prever Max, disponível nas modalidades PGBL e VGBL, chega para substituir o Prever Renda e o Prever Invest, uma vez que reúne as principais características de ambos os planos. Na nova versão, o cliente pode escolher entre fazer contribuições mensais, característica do Prever Renda, ou aportes esporádicos, como no Prever Invest. O Prever Max permite, inclusive, que se mude de idéia no meio do caminho, sem ter de migrar para outro plano como ocorria anteriormente.

"O cliente tem a total flexibilidade para planejar seus aportes futuros, uma vez que ele pode optar no início do plano por fazer contribuições mensais e, no meio do caminho, suspendê-las por um período, porque vai casar ou fazer uma obra em casa", afirma Aline. Para as contribuições mensais, o valor mínimo é de R$ 80. No caso dos aportes esporádicos, a contribuição inicial é de no mínimo R$ 2 mil e as seguintes, a partir de R$ 200. Vale lembrar que a mudança de opção no meio do caminho não implica custo adicional, como prevêem as regras da portabilidade.

A taxa de carregamento no novo plano seguirá novas regras. Independentemente do valor da contribuição, será cobrada uma taxa de 0,5% sobre o montante só na entrada. As demais contribuições ficam livres de taxa. Nova cobrança será feita apenas no resgate e respeitando uma tabela decrescente, que começa em 7,5% para os primeiros 12 meses, passando a 6,5% entre 12 e 24 meses, a 4% a partir de 24 até 36 meses, a 2,5% entre 36 e 48 meses, a 1% entre 48 e 60 meses. A partir de 60 meses, o cliente terá isenção da taxa. "A idéia é incentivar a permanência do cliente no plano, uma vez que é o tempo e não o saldo que vai determinar a taxa cobrada na saída", diz Aline.

Outra diferença é que o cliente não será obrigado a contratar uma cobertura de risco, como no caso do Prever Renda que vem acoplado com renda por invalidez . Mas, se tiver interesse, há mais opções de seguros. Além da renda por invalidez, o novo plano oferece pensão para o cônjuge e pensão por prazo certo. Na nova versão, foi mantida oferta de dois perfis de risco de investimento, o conservador, com 100% em renda fixa, ou o moderado, com até 30% em ações. Os clientes do Prever Invest e do Prever Renda poderão optar entre permanecer nos planos antigos ou migrar para a nova versão, sem que o contrato seja alterado.

Aline não revela a expectativa de captação da seguradora com o novo plano. Sobre os impactos da crise financeira na previdência, ela diz que há sim um maior questionamento dos clientes sobre os possíveis efeitos da turbulência nos planos, mas na esteira de um movimento generalizado do mercado. "O cliente começa a avaliar suas alternativas de investimentos e a previdência hoje já não é mais só para aposentadoria, mas para planejamento financeiro, sucessório, entre outros", afirma. Além disso, ela cita o menor apetite dos clientes por fundos arrojados.

Aline também não vê reflexos dos problemas envolvendo a AIG nos Estados Unidos sobre a atividade local, já que a americana é sócia do Unibanco na seguradora. "O temor durou uma semana, a operação no Brasil é totalmente independente", diz.

Dados mais recentes da Fenaprevi - a entidade das empresas de vida e previdência - mostram que a participação da seguradora na captação dos sete primeiros meses do ano foi de 7,19%, ou cerca de R$ 1,3 bilhão do total (R$ 17,8 bilhões). No mesmo período do ano passado, a Unibanco AIG abocanhou uma fatia de 6,63% das contribuições totais do setor, ou R$ 980 milhões. Em setembro, segundo Aline, a Unibanco AIG tinha mais de 328 mil clientes pessoa física em previdência. (AB)



Valor Econômico | SP  (27/10/2008)