Crise pode chegar também aos planos e seguros de saúde


Os efeitos da crise internacional podem chegar também aos planos e seguros de saúde. Por enquanto, os contratos individuais estão resguardados, pois o reajuste só será definido em maio do ano que vem pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

Mas se a crise persistir por muito tempo, a alta do dólar vai bater diretamente nos custos médico-hospitalares. Como muitos materiais e equipamentos de alta complexidade são importados, o aumento de preços pressionará por maiores índices de reajuste para o setor.

Os planos coletivos é que podem começar a repassar a diferença das despesas, já que os reajustes são de livre negociação entre empresas e operadoras. “Realmente, os custos dos planos de saúde aumentaram muito com a valorização do dólar frente ao real.

O problema é a concorrência muito grande. Quem aguentar absorver mais o impacto de elevação dos preços com certeza vai levar vantagem, pois não é fácil repassar o aumento de custos”, ressalta Arlindo de Almeida, presidente da Associação Nacional das Empresas de Medicina de Grupo (Abramge).



 (27/10/2008)