Mais de 216 mil casos de acidentes de trânsito com vítimas são indenizados pelo DPVAT


Mais de 216 mil casos de acidentes de trânsito com vítimas são indenizados pelo DPVAT no primeiro semestre do ano Homens, motoristas, com idades entre 25 e 34 anos. Esse é o perfil da maioria das vítimas de acidentes de trânsito no Brasil indenizadas pelo Seguro DPVAT no primeiro semestre do ano. É o que aponta a Seguradora Líder DPVAT, administradora do Seguro que cobre toda a população brasileira em casos de morte, invalidez permanente e lesões que demandam reembolso de despesas médicas ou hospitalares decorrentes de acidentes de trânsito. Só no primeiro semestre deste ano, 216 mil indenizações foram pagas a pedestres, motoristas e passageiros em todo o Brasil, um aumento de 31% em relação ao mesmo período do ano passado. A maioria dos casos indenizados, 142.998 (correspondente a 66%), resultou em invalidez permanente da vítima. Outras 29.770 pessoas morreram após envolvimento em acidentes de trânsito e 43.382 reembolsos de despesas médicas e hospitalares foram pagos para casos menos graves. Por categoria de veículo, acidentes com motocicletas representaram 69% das indenizações, frente 25% relativos a ocorrências envolvendo automóveis. Os demais casos foram referentes às categorias caminhão, ônibus e micro-ônibus. Apesar de os motoristas representarem 59% das indenizações, seguidos pelos pedestres (24%) e passageiros (17%), esse panorama muda se observada a acidentalidade dos envolvidos por categoria de veículo. “Focando nos casos que terminaram em morte, por exemplo, os motoristas foram os mais indenizados da categoria motocicleta. Nos acidentes envolvendo outros tipos de veículo, os pedestres foram os mais atingidos. É um dado que sinaliza que ninguém está imune a um acidente de trânsito. O motociclista, naturalmente mais suscetível, é a grande vítima das motos. Já os pedestres são mais atingidos por carros, caminhões e ônibus. Ou seja, a violência no trânsito é um tema que envolve toda a sociedade, por isso requer um debate conjunto”, afirma o diretor-presidente da Seguradora Líder DPVAT, Ricardo Xavier. As estatísticas apontam ainda que 23% dos acidentes indenizados ocorreram ao anoitecer, entre as 17h e 20h, horário pico das ocorrências. O menor índice, 11%, foi registrado ao amanhecer, entre 6h e 9h. Considerando o mapa do Brasil, de janeiro a junho deste ano, a Região Nordeste concentrou a maior parte das indenizações pagas pelo Seguro DPVAT, 30%, predominantemente para acidentes envolvendo a categoria de motocicleta; seguida pelo Sul (27%); Sudeste (25%); Norte (10%); e Centro-Oeste (8%). O dado difere do observado no 1º semestre de 2011, quando a Região Sul concentrou a maior incidência de indenizações pagas no país, 30%, a maioria voltada também para a categoria de motocicleta. Para Ricardo Xavier, a alteração no cenário da estatística pode ter relação com a mudança do perfil da frota nas regiões. “Neste primeiro semestre, a Região Nordeste teve um crescimento na frota de motocicletas de 13% em relação a junho de 2011, enquanto a frota de motos na Região Sul cresceu apenas 4%. Isso pode ter impactado diretamente na mudança do quadro das indenizações”, aponta. O levantamento dos dados é feito levando em consideração a data em que as vítimas receberam a indenização. Os interessados em solicitar o DPVAT têm prazo de três anos, a partir da data do acidente, para dar entrada no Seguro. Os valores de indenização são de R$ 13.500, no caso de morte, de até R$ 13.500, nos casos de invalidez permanente, variando conforme o grau da invalidez, e de até R$ 2.700 em reembolso de despesas médicas e hospitalares comprovadas. O procedimento para solicitação do Seguro dispensa o auxílio de intermediários. A própria vítima ou, em caso de morte, os seus beneficiários, podem solicitar o Seguro em um dos 2.620 pontos de atendimento oficiais em todo o país. Endereços e mais informações podem ser consultados pelo telefone 0800-022-12-04 ou pelo site www.dpvatsegurodotransito.com.br.[2] Os recursos do DPVAT são financiados pelos proprietários de veículos, por meio de pagamento anual, e não só motoristas têm direito a receber o Seguro em caso de lesões decorrentes de acidentes de trânsito, mas também passageiros e pedestres. Do total arrecadado, 45% são repassados ao Ministério da Saúde (SUS), para custeio do atendimento médico-hospitalar às vítimas de acidentes de trânsito nos hospitais públicos de todo o país. Outros 5% são repassados ao DENATRAN, para aplicação exclusiva em programas destinados à prevenção de acidentes de trânsito. Os demais 50% são voltados para o pagamento das indenizações.


http://www.segs.com.br (04/09/2012)